25 Maio, 2012

Boa notícias (finalmente!)

Tivemos mais uma consulta de otorrino com o Pedro. Agora sim, parece que temos ouvidos sem otites serosas, tímpanos saudáveis e a funcionar bem. Os tubos não há maneira de saírem do canal auditivo, mas já estão soltos. Por isso o rapaz já pode fazer praia, piscina e tomar banho livremente. Que alívio.... Lá para Setembro nova consulta e esperemos que os tubos já estejam em posição de sair.

Lá para Setembro também uma nova preocupação: o André está com sintomas parecidos com os do irmão :-(

22 Maio, 2012

08 Maio, 2012

Ao adormecer

André
As coisas que ele diz antes de adormecer:

- Mãe! Dá-me a mão.
- Mãe! Cantas tão bem. (Pobre criança, não percebe nada de canto...)
- Mãe! Estás bem?
- Chega de beijos!

03 Maio, 2012

Recebi por mail e sei que já tinha lido antes algures, se calhar num blog de alguém, mas aqui fica para me recordar outra vez...

A actual educação estraga as crianças - Eduardo Sá   

 Foi assim que iniciou a sua palestra no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, uma iniciativa promovida em colaboração por aquela instituição e pelo Centro de Formação Ria Formosa sobre o "Envolvimento Parental na Escola".
 Perante um auditório com cerca de 280 pessoas, o conferencista afirmou que "a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal" e criticou o "furor da formação técnica e científica" que levou ao esquecimento de que "o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares". Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que "há aspetos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças", como a família. "Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso", lastimou, lembrando que "estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto", esquecendo-nos de brincar com eles.
 O conferencista considerou que "criámos uma ideia absurda de desenvolvimento" e lembrou que "a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior". "Só os alunos que tiveram pelo menos uma negativa no seu percurso educativo é que deviam entrar no ensino superior porque estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas", defendeu, sustentando que "errar é aprender".
 Eduardo Sá disse achar "uma estupidez" crermos que tecnocratas sejam "sempre mais inteligentes porque dominam a estatística", "inacreditável" que "o mundo, hoje, privilegie o número à palavra" e um "escândalo" que, "nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade". "Este mundo está felizmente a morrer de morte natural. O futuro vão voltar a ser as pessoas", congratulou-se, considerando a atual crise uma "oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver". "Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. Este furor positivista está felizmente a morrer", complementou, considerando que "o custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia"."Acho ótimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas", acrescentou.
 Eduardo Sá defendeu que as "educações tecnológicas" possam dar lugar à "educação para o amor" como "a questão mais importante das nossas vidas". "Acho fundamental que tenhamos a coragem, a ousadia e a verticalidade de dizer que a maior parte das pessoas se sente mal-amada e acho fundamental explicar aos nossos filhos que é mentira que acertemos no amor à primeira e que é notável aquilo que se passa dentro do nosso coração", afirmou.
 Neste sentido afirmou que "devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre". "Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações", concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. "É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias", lamentou, lembrando que "pais mal-amados tornam-se piores pais". "É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças", sustentou.
 Eduardo Sá defendeu que "as crianças devem sair o mais tarde possível de casa" e jardins de infância "tendencialmente gratuitos para todos". "Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa", criticou, lamentando que os governantes, "nomeadamente a propósito da crise da natalidade", não perguntem: "quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim de infância".
 O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças "brinquem e ouçam e contem histórias", tenham educação física, educação musical e educação visual. "O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática", disse, considerando ser "mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática". "É ótimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna", criticou.
 Eduardo Sá disse ainda não achar que "mais escola seja melhor escola", criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são "amigas dos défices de atenção". "Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucesso escolar têm", defendeu, acrescentando que "os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de querer a criar jovens tecnocratas de fraldas". "Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever", advertiu.
 A terminar, defendeu ser possível "ter sucesso escolar" e "gostar da escola". "Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola", concluiu.

24 Abril, 2012

Colecções

Quando eu era miúda, há assim um carradão de anos, gostava de colecções. Lembro-me das que saiam nas pastilhas elásticas, e das que saiam em carteirinhas, que eu adorava. Lembro-me de uma que fiz sobre a reprodução, que guardei durante anos e que desconfio que ainda deve andar perdida lá por casa dos meus pais. Aquilo da reprodução nos animais nem me fazia muita confusão, mas no que diz respeito à humana, nem vos digo a confusão que me fez durante anos. É que não havia maneira de eu compreender como é que a coisa se passava. Mas passemos à frente...

Andávamos nós por aqui aborrecidos que não existiam colecções de jeito para o Pedro fazer e tal, quando apareceu uma coisa meio horrorosa chamada Invizimals, à qual o pai não resistiu:


Eu, apesar de não achar muita piada, reconheço que ao fim de meia dúzia de carteiras já estava meio apanhada com a ideia de colar aqueles "bichos" nos rectângulos devidos e a achar piadas aos bichos com várias cabeças...(Eu não disse em lado nenhum que era normal, certo?)

Pois que hoje, ao abrir o mail, heis que sou atacada pela nova publicidade dos senhores da Panini a fazer publicidade à nova colecção deles:


Agora sim, parece que o Pedro vai fazer uma colecção daquelas que vai transformar a mãe dele, numa autêntica criança.

Ah! Senhores da Panini, estou a fazer publicidade, se quiserem podem encaminhar uns cromitos e tal, desta colecção cá para casa.

Muito obrigada.

20 Abril, 2012

Conversa no banho

O André chora.
Pedro - Ele acertou-me com um elefante num pé.
Pai - E tu bateste-lhe com o quê na cabeça?
Pedro - Com uma girafa.

Há coisas estranhas a nadar na banheira cá de casa.



29 Março, 2012

A difícil arte de não deixar morrer um blog

Eu juro que não quero, mas o tempo é mais rápido que eu. Tantas coisas se passam que eu até queria aqui deixar, porque isto é um babyblog e eles estão aqui, estão a deixar de ser bebés (ainda que sejam sempre os meus meninos). Por isso, em jeito de actualização: eles estão bem, adoram-se e odeiam-se um ao outro, pois são irmãos. Por isso, defendem-se contra o mundo e são rivais entre eles. O Pedro está a ficar um rapazote curioso sobre o mundo, e tudo em seu redor... Tantas vezes assustadoramente perspicaz. O André está malandro e, queixam-se os avós, dos 4 netos, este, é o pior... Lei da sobrevivência? Muito provavelmente. Está um falador de primeira e tem palavras que eu preciso de recordar, ainda que me parece mais dislexia, ou coisa do género:

Méquido - médico
Não serugues - não segures

Já sabe as cores. O Pedro também as aprendeu, mas em inglês, e aprendeu sem ninguém lhe ensinar inglês, aprendeu com uma canção.
Espero dar à costa mais brevemente, nem que seja para trazer a este canto notícias antigas, mas com fotos bonitas... Obrigada por passarem por aqui.